Depois de acordar, Shruikan apercebeu-se rapidamente de que este novo dia jamais seria como os outros. Assim que desceu para o andar principal da estalagem, deparou-se com Dreis, um elfo druida com o qual se cruzou da primeira vez que visitou Yellowseed, aguardava-o, juntamente com uma série de guardas e o homem que o inquiriu sobre a sua mão no dia anterior. Um diálogo teve lugar, onde Dreis apelou à entrega pacífica de Shruikan. Tal não aconteceu, e não tardou até que um confronto ganhasse forma, confronto este que, apesar do esforço, culminou com a derrota de Shruikan.

Acordando sabe-se lá quanto tempo mais tarde, atado e numa qualquer forma de cela, Shruikan recebeu a visita de Dreis, que anunciou não só que estava para breve a sua condenação às mãos dos emissários de Bahamut, como também que gostaria de o ter conhecido noutras circunstâncias. Após a sua saída, Shruikan libertou-se e tratou de arrombar a porta, algo que conseguiu, activando alguma forma de armadilha flamejante. Os seus sentidos abandonaram-no antes que pudesse descobrir ao certo do que se tratava.

Recuperando consciência, desta vez diante de uma pequena multidão, Shruikan viu-se às mãos dos emissários e aparentemente com o destino traçado. Conseguiu convencê-los a trazer Dominic para a sua companhia, apelando a que fossem julgados e condenados em simultâneo, e tentou não só libertar-se como usar as propriedades mágicas da Mão para sair dali, ambos sem sucesso. A hora parecia chegar, mas Shruikan tinha mais um trunfo na manga. A sua morte iria ser trazida com a remoção da Mão, algo que seria feito pela força da espada. Aproveitando isto, assim que a espada estava prestes a embater, desviou-se como lhe foi possível, e a mesma tratou de danificar parcialmente as manápulas que o prendiam e que, graças às suas runas, cancelavam a sua magia. Com as runas quebradas e parte da mão exposta, Shruikan desapareceu.

Reapareceu diante de Dyrk Mallory e prontamente explicou a sua situação ao enfadado líder da guilda de ladrões de Pavv. Foi-lhe concedida permissão para descansar nos camarotes e tempo para pensar no próximo passo.

Independentemente do que quer que seja que o futuro tinha reservado para Shruikan, uma coisa era certa, todo o cuidado agora era mais que pouco.

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