No início de um novo dia, Shruikan viu-se a necessitar de ajuda, mas não de uma ajuda qualquer. Sem acesso a algo que lhe permitisse canalizar as suas habilidades arcanas, ser-lhe-ia impossível usar os seus feitiços, dependendo somente da Mão de Vecna. Em meditação e em oração, pediu a Asmodeus, o seu patrono, para entregar um novo Book of Ancient Secrets. Aguardou em silêncio por uma resposta, até que esta se manifestou na forma de uma pequena explosão de chamas. Diante dele, estava o livro, intacto.

Tomando-o tratou de procurar uma audiência com Dyrk, que encontrou no seu escritório. Falaram sobre a concentração de emissários do tempo de Bahamut em Pavv, e, apesar de já não serem tantos, os seus números não deixavam de ser algo a considerar. Shruikan despediu-se sem antes pedir a módica quantia de cinco moedas de ouro e um punhal, algo que Dyrk relutantemente cedeu, garantido que a devolução acarretaria juros.

Tomado pela fome, Shruikan deslocou-se até à cozinha no interior da sede da guilda, e lá serviu-se de um cozido preparado por uma cozinheira com o seu quê de antipatia. Provando a refeição, apercebeu-se do quão familiar ela era, sendo inegável a semelhança com os cozinhados do seu companheiro de viagem Dominic. Inquirindo a cozinheira sobre isto, e após referir o nome do seu companheiro, foi surpreendido com o pedido de o espancar da próxima vez que o encontrasse. Shruikan retirou-se entretanto, deixando a cozinheira a fazer o seu trabalho com uma agressividade agora aparente e clara.

Após a chegada do anoitecer, Shruikan saiu para explorar a vila e pôr o seu plano em prática. Tratou de persuadir um civil a abandonar a sua casa, mas este ignorou-o prontamente. Deambulando por entre becos e ruelas, cruzou-se com uma figura toda ela coberta de trapos, sentada imóvel e encostada a uma parede. A figura reagiu à sua presença e Shruikan tratou de a convencer a chamar alguns membros do templo de Bahamut para aquela mesma localização. A figura assim fez e deixou Shruikan a ponderar a sua estratégia. Aproveitando-se das sombras, esperou. Passos começaram a ser perceptíveis, demais para o seu gosto, mas agora não dava para voltar atrás. Saltando para cima de um deles, tratou de lhe desferir alguns golpes com o punhal que tinha acabado de receber. A emboscada rapidamente escalou para um confronto e quando tudo começou a piorar para o seu lado, Shruikan teletransportou-se, sem antes dizer que regressaria dentro de 10 dias para pôr um fim a tudo.

Surgindo diante da figura nada surpreendia de Dyrk Mallory, Shruikan tratou de explicar o sucedido, sendo rapidamente confrontado com o facto de tal deixar a guilda sob o risco de ser descoberta. A discussão continuou, até que Shruikan se retirou, deixando Dyrk a processar a sua nova preocupação.

Shruikan estava tranquilo. Tudo corria como queria. Descansar naquela noite não seria problema.

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Categories Tales of Dosluvi
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