À entrada da prisão de Pavv, Shruikan via-se cercado por uma série de guardas, alguns dos quais destacando-se por serem membros do templo de Bahamut. Os seus números permitiram-lhes resistir à intimidação provocada pela exposição da cabeça de um dos seus colegas, e apesar de ter apelado a Asmodeus, Shruikan não conseguiu mais que uma torrente de chamas, ferindo alguns dos guardas e consumido a energia que mantinha na sua vitalidade extra. Face a esta desvantagem e ao facto de todos os seus feitiços serem prontamente cancelados, Shruikan optou por correr para o interior da prisão.

Uma rápida perseguição teve lugar, uma que, apesar do esforço para o evitar, acabou com Shruikan a perder os sentidos. Ao recuperá-los, viu-se novamente maniatado e cercado por um pequeno grupo de paladinos e clérigos que, prontamente, lhe disseram que um julgamento iria ter lugar dentro de horas e que lhe cabia a ele, face à presente inexistência de um advogado, tratar da sua própria defesa. Posto isto, foi levado para uma nova cela, esta coberta por runas recentes que aparentavam proibir a libertação de qualquer forma de magia. Lá aguardou sob o olhar atento dos seus captores, tal como Dominic, que continuava inconsciente. Contudo, um advogado apareceu para grande surpresa dos guardas, advogado este que se mostrou a Shruikan como fazendo parte, de alguma forma, da guilda de ladrões local. Foi avisado para aguardar pelo momento certo, e trataram de planear a sua defesa para o julgamento.

A hora entretanto chegou, e Shruikan foi levado até ao tribunal sob os gritos de uma multidão que se mostrava desejosa de ver a sua cabeça rolar. Lá foram apresentadas as acusações, destacando-se uma série de homicídios, a invasão de propriedade privada e a obtenção indevida de artefactos mágicos altamente perigosos. Shruikan e o seu advogado esforçaram-se para realçar a falta de provas concretas desses mesmos factos, mas os juízes pareciam decididos. Contudo, no momento da divulgação da sentença, nuvens de fumo começaram a formar-se na sala, e no meio do caos que foi crescendo, Shruikan sentiu-se a ser libertado. Na companhia de um figura coberta de negro, abandonou o edifício, sendo descoberto enquanto se tentava misturar na multidão. Felizmente conseguiu perdê-los por entre os becos, e finalmente após receber indicações para entrar nos esgotos e aguardar numa passagem secreta. Entrando nos esgotos e descobrindo essa mesma passagem, viu-se trancado assim que se colocou no seu interior.

O tempo passou, e era-lhe difícil deduzir quanto ao certo, mas ouviu e sentiu a entrada a abrir-se, e do outro lado, com um sorriso prazeroso, estava a figura de Dyrk Mallory, o líder da guilda de ladrões com quem tinha previamente chegado a um acordo.

Ficou claro que ele agora lhe devia uma.

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Categories Tales of Dosluvi
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