Presidente português convocou eleições antecipadas



Marcelo Rebelo de Sousa anunciou eleições antecipadas para 30 de janeiro de 2022. Foto: Reuters

Segundo o Presidente de Portugal, a rejeição do orçamento enfraqueceu o apoio do governo, pelo que não teve outra opção senão convocar eleições. 2022 será um ano decisivo para uma saída definitiva da pandemia e da crise social, sublinhou de Sousa.

No final de outubro, o parlamento rejeitou a proposta orçamentária, o que aconteceu pela primeira vez desde 1974. Costa perdeu o apoio do Bloco de Esquerda e dos comunistas, que não apoiaram o orçamento, porque na opinião deles o governo deveria gastar mais sobre serviços públicos.

A rejeição do orçamento não desencadeou automaticamente eleições antecipadas. O presidente do país tem autoridade para dissolver o parlamento.

Nesses momentos, a solução está sempre na democracia, sem drama ou medo de devolver a palavra ao povo. Esta é a única forma de permitir que os portugueses decidam o que querem nos próximos anos,“, disse o presidente em uma transmissão televisiva.


O primeiro-ministro socialista Costa perdeu o apoio de vários partidos menores.  Foto: Reuters
O primeiro-ministro socialista Costa perdeu o apoio de vários partidos menores. Foto: Reuters

Nos últimos seis anos, a situação política em Portugal tem sido bastante estável. O Partido Socialista liderado por António Costa chegou ao poder em 2015 e alcançou o crescimento económico após quatro anos de severas medidas de austeridade no âmbito da ajuda internacional.

Entretanto, o primeiro-ministro Costa distanciou-se de alguns dos partidos que o apoiam desde 2015. Depois de convocar eleições antecipadas, anunciou uma campanha para uma maioria reforçada, estável e permanente. Por outro lado, a oposição de direita está lutando com uma divisão interna.

O público não apoia eleições antecipadas

Entretanto, a maioria dos portugueses não apoia eleições antecipadas. A última sondagem de opinião mostra que 54 por cento dos inquiridos acreditam que eleições antecipadas serão “ruins para Portugal”, 68 por cento estão convictos de que nenhum partido conseguirá a maioria no parlamento.

Lourenço Miranda

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